O vazio chegou sem aviso,
um silêncio pesado tomou o ar.
Seu riso, tão vivo, ficou perdido,
nas memórias que insistem em me abraçar.
Partida súbita, sem despedida,
um nó no peito que não se desfaz.
Você levou o meu chão,
e eu fiquei perambulando pelo nosso espaço em comum.
O tempo não cura, apenas ensina,
mas a ferida insiste em sangrar.
No espaço onde sua luz ilumina,
só resta saudade a me acompanhar.
E sigo, mesmo sem entender,
com o coração cansado de dor.
Quem parte não deixa de viver,
fica eterno no eco do amor.
Manolo sempre vou sentir sua ausência, meu amor, meu amigo, meu companheiro.











